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Paulista, Pernambuco, Brazil
As vezes sou poeta. As vezes sou poesia. Folhas ao vento que viajam em pensamento. As vezes sou um sorriso e um olhar. Sou perfume da essência a igualar. As vezes sou a gota d’água que faz toda uma diferença. As vezes sou menino, as vezes sou homem. As vezes sou livre! Quero ser eu de mim mesmo. As vezes nem existo!

23 de julho de 2011

Transbordo



Sempre que choro me sinto só, 
São inevitáveis as lágrimas clamam por liberdade. 

Sempre que me busco nas vielas frias e sombrias, 
Onde os becos escuros são inóspitos em minha alma. 

Ainda vago pelas ruas sem destino buscando em mim o horizonte, 
Onde penso que tudo são flores. 

Minha alma clama pela tranqüilidade do alto mar, 
E o movimentar das ondas nem existe mas. 

Busco o vazio a saciar a cede que resseca a minha alma, 
Onde o deserto é avassalador. 

As vielas já estão ressecas, 
O vazo transbordante é inesgotável. 

Busco em mim a felicidade quando me perco, 
Em sonhos descanso meu cansaço. 

Já me sinto perder o ar quando só me sinto, 
Transbordo em tristeza o soluçar me cala a voz. 

Sempre que choro transbordo
.

Glebson Lima

Um comentário:

Vieira Calado disse...

É da condição humana,

chorar!

saudações poéticas