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Paulista, Pernambuco, Brazil
As vezes sou poeta. As vezes sou poesia. Folhas ao vento que viajam em pensamento. As vezes sou um sorriso e um olhar. Sou perfume da essência a igualar. As vezes sou a gota d’água que faz toda uma diferença. As vezes sou menino, as vezes sou homem. As vezes sou livre! Quero ser eu de mim mesmo. As vezes nem existo!

23 de dezembro de 2010

Meu Binho



As vezes...
As vezes pego com apego no êxito,
E a solidão me arrasa o coração... Faz-me chorar.

As vezes pego sem pensar,
E penso sem poder alcançar.

As vezes quero colo para embalar a criança que em mim ah,
Sossego no travesseiro querendo entender de onde vem o som a ecoar.

As vezes os olhos brilham sem o nada ah,
E me pego bobo sem saber pra onde olhar.

As vezes canto sem saber onde o som vai pairar,
As vezes sonho os sonhos impossíveis que irei tentar realizar.

As vezes sou as ondas do mar que esbarra na praia,
A misturar à areia e água.

As vezes sou as notas de uma melodia,
Que ao vento flui e encanta.

As vezes sou uma lágrima a rolar,
Sou o grito a silenciar.


As vezes sou poeta.
As vezes sou poesia.

Folhas ao vento que viajam em pensamento.
As vezes sou um sorriso e um olhar.
Sou perfume da essência a igualar.

As vezes sou a gota d’água que faz toda uma diferença.
As vezes sou menino, as vezes sou homem.

As vezes sou livre!
Quero ser eu de mim mesmo.

As vezes nem existo!

Meu Binho sou eu, e amorosamente delicado é você.


Glebson Lima

24/12/2010 Meu aniversário.

5 comentários:

Mélker Rúbio disse...

feliz aniversário guri...
felicidades...

mila disse...

muito lindo o texto...
e feliz niver amigo felicidade!

Daniel Savio disse...

É teu aniversário?

Hua, kkk, ha, ha, momento curiosidade, mas quem não é algo que vive em eterna mutação?

Fique com Deus, menino Glebson DeLima.
Um abraço.

F@bio Roch@ disse...

Vamos celebrar estas últimas horas natalinas... FELIZ NATAL E FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

DEIXO AQUI:

"Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade."

(Carlos Drummond de Andrade)

F@bio Roch@ disse...

Amigo,
meus sinceros agradecimentos pela atenção e carinho desprendidos ao longo do ano que se encerra...

Um 2011 feliz e cheio de prosperidade!!

MUITA PAZ!!!